quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Pequeno grande momento
Já está alta - e sabe disso - então vai ao banheiro somente para olhar o rosto e lavar as mãos. Se inclina em direção à pia, e ao abaixar a cabeça, sente os cabelos deslizando pelo pescoço, alcançando o rosto. Prende um cigarro apagado entre os lábios, e enquanto sai procura um isqueiro - ou fósforo talvez - que possa acendê-lo. Cruzando a porta desatentamente, com a cabeça ainda baixa, sente um vulto, um corpo, e pára - encontra, esbarra. Sobe um pouco o rosto, e recupera a visão. Ao vê-la de cima, ele sorri. O encontro de olhares é agradável e demorado, e após um breve - eterno - silêncio, ambos gargalham. Estão na mesma frequência, numa sintonia rara para um encontro casual - e entre completos estranhos. Ele oferece um isqueiro... pernas bambas.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Sorte
O Orkut falou que boas notícias chegariam por e-mail (e isso ficou na minha cabeça, afinal ninguém me manda e-mails), e elas vieram (com um lag de 3 dias quase, mas vieram): não terei aula hoje, ocuparam o ICHF. Por conta do projeto de expansão, enfim, não aguento mais falar disso. Eu estava fazendo um trabalho para daqui a pouco, e não terei mais como entregá-lo. Ótimo, vou poder revisar melhor as abobrinhas que escrevi. Obrigada Movimento Estudantil! Hahuahauahu... mas agora outra coisa me preocupa! A sorte de hoje é: "Quando chegar o inverno, os céus mandarão chuvas de sucesso para você." Porra! O inverno está indo embora, Orkut! Está chegando a primavera! Se eu tiver que esperar até o próximo inverno pra me dar bem, me mata logo! Vem, porra! Aaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh!
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Ego
É muito bom poder escolher, mas nem sempre é agradável ver o resultado das nossas escolhas. Principalmente porque tudo o que fazemos pode dar errado e nos levar para o buraco. A vida é tão ridícula quanto um RPG... "escreveu não leu o pau comeu", e não subestime a sabedoria popular! Enfim, vou lá encarar a chuva.... linda, linda, sempre ela. Sinto o mundo tão solidário quando ele se veste junto comigo... eu não ia querer sol hoje! Mas quinta eu quero. Por favor! Quinta eu quero muito calor! :)
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Broken
Partida ao meio, cansada, desanimada. Não sei o que pensar ou como agir, enquanto tento me desvencilhar de toda essa confusão. Daria tudo para não me sentir mais envolvida ou preocupada, mas não é tão simples, não é tão rápido. Ainda mais quando tudo acontece de forma tão confusa e mal explicada. Vários pontos finais em um parágrafo pequeno, é assim que meu cérebro tem funcionado... Milhares de pensamentos e sentimentos contraditórios, um cortando o outro, entrando na frente, atrapalhando minha visão. Juntando com o desânimo da segunda-feira, posso dizer que não sinto vontade de fazer absolutamente nada. Eu sei que vai passar, e que provavelmente até quinta já serei outra pessoa, mas estou cansada, e tenho pressa. Podia pensar em outras coisas, aliás, eu penso. Só não consigo organizá-las em um texto que possa ser compreendido. No momento tenho preguiça de viver.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Particular
"Vivemos, agimos e reagimos uns com os outros; mas sempre, e sob quaisquer circunstâncias, existimos a sós. Os mártires penetram na arena de mãos dadas; mas são crucificados sozinhos. Abraçados, os amantes buscam desesperadamente fundir seus êxtases isolados em uma única autotranscendência, debalde. Por sua própria natureza, cada espírito, em sua prisão corpórea, está condenado a sofrer e gozar em solidão. Sensações, sentimentos, concepções, fantasias - tudo isso são coisas privadas e, a não ser através de símbolos, e indiretamente, não podem ser transmitidas. Podemos acumular informações sobre experiências, mas nunca as próprias experiências. Da família à nação, cada grupo humano é uma sociedade de universos insulares."
Aldous Huxley
Venho falando sobre esta passagem (do livro As Portas da Percepção) com muita gente, e há muito tempo. Hoje lembrei novamente, não sei porque, enquanto tentava (ou será que tento, ainda?) organizar meus pensamentos. Bem, aí está. O livro continua comigo. Creio que está esperando para ser lido novamente (e agora por uma pessoa já muito diferente da que o leu pela primeira vez), antes de voltar para sua dona. Talvez seja o momento. Preciso mesmo estar mais atenta à minha percepção.
Aldous Huxley
Venho falando sobre esta passagem (do livro As Portas da Percepção) com muita gente, e há muito tempo. Hoje lembrei novamente, não sei porque, enquanto tentava (ou será que tento, ainda?) organizar meus pensamentos. Bem, aí está. O livro continua comigo. Creio que está esperando para ser lido novamente (e agora por uma pessoa já muito diferente da que o leu pela primeira vez), antes de voltar para sua dona. Talvez seja o momento. Preciso mesmo estar mais atenta à minha percepção.
PQP!!!
Caralho, cara, vai tomar no cú! Perdi a paciência, vou reclamar muito aqui. Por que essas coisas acontecem comigo? Deve ser porque eu só faço merda! Só quero merda, sou muito burra! Muuuuito buuurra!!! Que merda, que merda, que merda. Sabe quando dá um ódio do mundo (e de si mesmo no caso - crise no infinito particular) tão grande, que a vontade é sair passando por cima das pessoas até encontrar um filho da puta pra culpar, que pode até ser Deus, mesmo que o fodido em questão seja ateu. Ah, pode ser o Diabo também, se o fodido for crente. Queria ser crente pra acreditar que é o Diabo que tá tirando uma com a minha cara, porque pelo menos assim eu teria um inimigo "real" (no sentido de certo) à combater. Só que não adianta, eu não consigo ser tão estúpida. Eu não sou burra o suficiente para viver feliz na ignorância, e também não sou inteligente o suficiente pra conseguir melhorar minha vida. Fico alí, pegando a parte ruim de cada lado! Mas voltando ao culpado, se tem alguém me sabotando, essa pessoa sou eu, e não o pobre do Belzebu. Tudo bem que o cigarrinho é do capeta, né, mas a culpa é minha mesmo. Tá rolando um "fogo purgatório" na minha vida (e viva História da Morte... realmente ontem eu morri)! Hahah.. É rir pra não chorar! Porquê do jeito que tá, tá foda. Burra! Idiota! Que merda! O que me dá raiva não é nem o vacilo de levar um nocaute assim... lógico, foi bem triste, deixou uma enorme ressaca moral, e só de pensar eu quero sumir... Mas o que dá raiva mesmo é acordar às seis horas da manhã no dia seguinte! Depois de tudo isso, de passar perrengue, acordar as 6h e não conseguir mais dormir? E o melhor, ainda receber mais notícias desagradáveis na sequência! Caralho, é muita ironia, sacanagem, escrotisse! Isso! Encontrei a explicação e ela é simples!
O mundo é muito escroto!!!
O mundo é muito escroto!!!
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Complicado isso hein!
"Não se deixe apanhar. Evite abraços muito apertados. Lembre-se de que, quanto mais profundas e densas suas ligações, compromissos e engajamentos, maiores os seus riscos. Não confunda a rede - um turbilhão de caminhos sobre os quais se pode deslizar - com uma malha, essa coisa traiçoeira que, vista de dentro, parece uma gaiola. E, lembre-se, claro, de que apostar todas as suas fichas em um só número é a máxima insensatez!"
Zygmunt Bauman
Que grandessíssimo filho da puta!
Me fez pensar!
Zygmunt Bauman
Que grandessíssimo filho da puta!
Me fez pensar!
terça-feira, 5 de agosto de 2008
We never change
Um pouquinho de equilíbrio não faz mal a ninguém, né? Mas parece que eu não fui contemplada com essa graça em nenhuma das esferas da minha existência.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Odeio férias.
Só faço comer e dormir, além de ficar nessa merda de internet vendo idiotices que não vão me levar a merda de lugar nenhum. Fico trancada dentro desse apartamento fechado (literalmente, por conta da obra no prédio) e não sinto vontade de fazer nada. Não leio um livro e nem vejo um filme: no máximo televisão, que serve pra piorar o estado do meu cérebro debilitado. Me preocupo com problemas que não posso mudar, me afundo em problemas que crio pra mim. Morro de tédio e carência. As outras pessoas do mundo não parecem entender como é infernal esse estado. Mente vazia, oficina do cão. Não aguento mais ficar aqui, na frente desse computador, sem fazer nada. Queria quebrar essa merda de casa inteira, sair dando na cara de todo mundo, enfim, ter um chilique real (porque mental já estou tendo agora). Tá tudo tão chato, aqui e lá fora, tudo tãão desesperadoramente chato, que eu até vim escrever nessa merda de blog que eu nem lembrava que existia. Depressão total.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Simples
Já tentei escrever outras vezes, mas não fiquei satisfeita e desisti. Na realidade o que eu tenho para dizer é muito simples e vou transmitir dessa forma: Eu estou estupidamente feliz. Só quero deixar marcado. Nem digeri bem ainda... que seja.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Tempestade em copo d'água
Tanta coisa pra dizer, e eu não consigo escrever nada. Tudo sai uma merda, ou não expressa direito o que eu quero. Fico dando cambalhotas em torno de um mesmo assunto que poderia ter sido resolvido há tempos, e que dia após dia fica para depois. Procuro horas certas para coisas que não tem hora. Penso em resultados que não posso adivinhar, a partir de observações esquizofrênicas dos fatos. No fim, sempre entendo tudo errado, e as possibilidades que eu escolho como verdades são sempre mentirosas. De qualquer forma isso tem que se resolver antes que me torne extremamente insuportável, como sempre acontece quando fico ansiosa.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
"Tudo vale a pena..."
Lá ia andando pela rua, cheia de pensamentos pessimistas, como é de costume na segunda-feira. Virou a rua e avistou a praia. Foi quando repentinamente os devaneios fugiram, se tornaram desprezíveis e envergonhados diante daquela neblina maravilhosa que cobria o Rio de Janeiro inteiro. Era um cinza azulado, escuro, porém vibrante. O vento na praia era forte, a chuva começava a cair e junto com ela vinha um frio gostoso, parceiro ideal para caminhadas. Enquanto andava, encantada com aquela imagem, só tinha uma coisa na cabeça: "tudo bem..." Afinal para quê perder tempo com especulações sobre a vida? O fato é que se nada der certo, se tudo for mal, ainda existem esses momentos maravilhosos. Felicidade crua.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Imprensa
Um agricultor denunciou um esquema ilegal de extração de madeira no Pará. Segundo ele, o Ibama é conivente com o esquema. Pouco tempo depois foi assassinado, e a polícia não tem suspeitos. No Jornal Nacional só falaram isso, assim, vapt-vupt. O cara faz uma denúncia importante, se arrisca, morre... e só merece dois minutinhos de citação. Repare que "não há suspeitos"! Já a garota chata que não servia para merda nenhuma e acabou arremessada pela janela está em todos os programas. E para resolver a pendenga dela a polícia está parecendo coisa de filme. Quer saber o que eu acho do caso da Isa? Foda-se!!! Tem milhares de crianças pobres morrendo todos os dias, do nosso lado, e ninguém liga. Essa pseudo-"revolta da sociedade" não passa de hipocrisia, misturada com uma boa dose de morbidez (afinal as pessoas estão adorando tudo isso).
sexta-feira, 25 de abril de 2008
???
Acabei de acordar. Por alguns intermináveis segundos, eu não sabia que horas eram, como eu tinha ido parar alí na cama, que cama era aquela ou que dia era. Meu coração acelerou, acordei num pulo. Esqueci que tinha ido dormir, me senti brotando no mundo do nada. Deve ter sido um sono bizarramente profundo. Queria registrar essa passagem grotesca... E lembrem-se meninos e meninas: beber dá nisso aí. Seus neurônios vão atrofiar até chegarem num ponto absurdamente pequeno, e aí você terá esse tipo de problema.
Sensacional
"Everybody knows where you go when the sun goes down.
I think you only live to see the lights of town.
I wasted my time when I would try, try, try.
When the lights have lost their glow, you're gonna cry, cry, cry.
Soon your sugar-daddies will all be gone.
You'll wake up some cold day and find you're alone.
You'll call to me but I'm gonna tell you: "Bye, bye, bye",
When I turn around and walk away, you'll cry, cry, cry,
You're gonna cry, cry, cry and you'll cry alone,
When everyone's forgotten and you're left on your own.
You're gonna cry, cry, cry.
I lie awake at night and wait 'til you come in.
You stay a little while and then you're gone again.
Every question that I ask, I get a lie, lie, lie.
For every lie you tell, you're gonna cry, cry, cry.
When your fickle little love gets old, no one will care for you.
You'll come back to me for a little love that's true.
I'll tell you no and you gonna ask me why, why, why?
When I remind you of all of this, you'll cry, cry, cry.
You're gonna cry, cry, cry and you'll want me there,
It'll hurt when you think of the fool you've been.
You're gonna cry, cry, cry."
Sempre que ouço penso: não é muito melhor fazer uma música dessas do que uma mela cueca "vou-te-amar-pra-sempre-até-semana-que-vem"? Cash é que sabe das coisas.
I think you only live to see the lights of town.
I wasted my time when I would try, try, try.
When the lights have lost their glow, you're gonna cry, cry, cry.
Soon your sugar-daddies will all be gone.
You'll wake up some cold day and find you're alone.
You'll call to me but I'm gonna tell you: "Bye, bye, bye",
When I turn around and walk away, you'll cry, cry, cry,
You're gonna cry, cry, cry and you'll cry alone,
When everyone's forgotten and you're left on your own.
You're gonna cry, cry, cry.
I lie awake at night and wait 'til you come in.
You stay a little while and then you're gone again.
Every question that I ask, I get a lie, lie, lie.
For every lie you tell, you're gonna cry, cry, cry.
When your fickle little love gets old, no one will care for you.
You'll come back to me for a little love that's true.
I'll tell you no and you gonna ask me why, why, why?
When I remind you of all of this, you'll cry, cry, cry.
You're gonna cry, cry, cry and you'll want me there,
It'll hurt when you think of the fool you've been.
You're gonna cry, cry, cry."
Sempre que ouço penso: não é muito melhor fazer uma música dessas do que uma mela cueca "vou-te-amar-pra-sempre-até-semana-que-vem"? Cash é que sabe das coisas.
Teoria da conspiração
Quando está tudo bem, no que nós, pessimistas obsessivos, poderíamos pensar? Numa forma de dar tudo errado. Porque é verdade meu amigo, portanto aceite, acredite, interiorize: mais cedo ou mais tarde, você vai se foder. E se nesse momento você está tão feliz que nem consegue pensar nisso... Vai se foder de verde e amarelo. Quais mais alto, maior o tombo. Veja bem, não é uma praga, não é que eu queira isso: é verdade! Pode começar com um pequeno escorregão, e aí você começa a rolar ladeira abaixo. Pode ser direto, como despencar de um penhasco. De verdade ou só na sua cabeça: algo ruim vai acontecer. E isso pode até ser triste, mas também é necessário. Sofrer faz parte da vida, e em certa medida, é delicioso. É forte, incontestável, verdadeiro. Arrebatador. Talvez por isso muitas vezes eu me tenha pego apaixonada por essa idéia, esperando o próximo motivo, ou até mesmo inventando alguns. Não que eu queira, mas muitas vezes é irresistível. Na realidade não sei porque. De qualquer forma, é melhor sentir dor do que não sentir nada.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Transparente
Duas interpretações plausíveis, duas visões diferentes sobre o mesmo ponto.
Vamos pela primeira: Invisível. Ou talvez eu seja mesmo medíocre como enxergam, hipótese que cogito. Quando procuro explicar o que quero, não entendem. Parece brincadeira, vontade de criança mimada. Ao explicar o que sinto, é sempre surpresa. Ninguém se dá conta, mesmo que eu tenha deixado tudo explícito.
Mas tem também a segunda: Cristalina. Afinal não creio que seja difícil perceber quem sou e do que gosto. É simples e objetivo. Não nego meus pontos fracos, mas não gosto que me afundem os fortes. Mesmo que na maioria das vezes seja um fracasso ao tentar demonstrar qualquer emoção, me considero óbvia. E inconstância não quer dizer fracasso total. Fato objetivo: Detesto não ser levada à sério quando falo do que realmente gosto, quando divido uma conquista. Não quero estímulo, quero respeito, porra!
Vamos pela primeira: Invisível. Ou talvez eu seja mesmo medíocre como enxergam, hipótese que cogito. Quando procuro explicar o que quero, não entendem. Parece brincadeira, vontade de criança mimada. Ao explicar o que sinto, é sempre surpresa. Ninguém se dá conta, mesmo que eu tenha deixado tudo explícito.
Mas tem também a segunda: Cristalina. Afinal não creio que seja difícil perceber quem sou e do que gosto. É simples e objetivo. Não nego meus pontos fracos, mas não gosto que me afundem os fortes. Mesmo que na maioria das vezes seja um fracasso ao tentar demonstrar qualquer emoção, me considero óbvia. E inconstância não quer dizer fracasso total. Fato objetivo: Detesto não ser levada à sério quando falo do que realmente gosto, quando divido uma conquista. Não quero estímulo, quero respeito, porra!
Foco
Finalmente entrei no curso de fotografia que tanto falava em fazer há anos atrás. Demorou mas tudo bem, valeu a pena esperar. É realmente delicioso. O lugar, as pessoas, o clima, o café. E o assunto! Não poderia ser melhor. Vou e volto andando. É bem clichê, mas sinto uma felicidade enorme durante o percurso. Parece um "me encontrei" gigante, berrando no peito.
Mas vamos à parte prática da coisa, que tem me tirado o sono: Hoje passei o dia namorando equipamentos, também para me familiarizar melhor com as câmeras e objetivas. Tento não me cobrar uma postura profissional e/ou uma visão mercadológica da fotografia (futuramente). Encaro como uma paixão, tesão, vontade. Mas tem um problema: que vontade cara! Posso me comparar com um velho caindo aos pedaços, que para conseguir uma piranha jovem tem que gastar muito de seu dinheiro. Investindo no prazer. Acontece que para o velho o retorno financeiro é impossível e para mim é somente improvável (aprecio o pessimismo na defesa contra a decepção). De qualquer forma, o velho tem dinheiro e eu não.
Mas vamos à parte prática da coisa, que tem me tirado o sono: Hoje passei o dia namorando equipamentos, também para me familiarizar melhor com as câmeras e objetivas. Tento não me cobrar uma postura profissional e/ou uma visão mercadológica da fotografia (futuramente). Encaro como uma paixão, tesão, vontade. Mas tem um problema: que vontade cara! Posso me comparar com um velho caindo aos pedaços, que para conseguir uma piranha jovem tem que gastar muito de seu dinheiro. Investindo no prazer. Acontece que para o velho o retorno financeiro é impossível e para mim é somente improvável (aprecio o pessimismo na defesa contra a decepção). De qualquer forma, o velho tem dinheiro e eu não.
Sobre o hiato
Pois é, mesmo com muitas coisas passando pela minha cabeça, acabei sem escrever. Deve ser porque era muita coisa mesmo, e aí não dava tempo de organizar. Mas como dona Bianca está me incentivando (com seus textos e protestos pela minha completa ausência), vou voltar a escrever por aqui! Vale lembrar que, no dia do feijão, eu não aguentei esperar até a hora do almoço e destrocei um prato de pedreiro às 10h da manhã, mais ou menos. Achei que ia morrer, tive uma asia sensacional (coisa quase impossível pra mim), enfim.
De lá até aqui muitas águas rolaram... mas agora é hora de dormir, fica pra amanhã.
De lá até aqui muitas águas rolaram... mas agora é hora de dormir, fica pra amanhã.
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Saco vazio
Como tem acontecido ultimamente, acordei cedo demais. Hoje abri os olhos e quando alcancei o relógio, ele marcava "5:58". 6h da manhã. E eu acordada, acesa, e com um só pensamento, uma ânsia desesperada: comer feijão manteiga. Tentei focar outras questões, fatos mais importantes... mas não dá. Estou aqui para passar o tempo, acelerá-lo até meio-dia, quando finalmente vou devorar a delícia. Até ainda agora estava lendo, mas depois de mais ou menos 3 horas de muitas páginas, cansei. Não consigo me concentrar! Cabe frisar que eu não belisquei nada, porque estou com vontade é de comer feijão, e não vou estragar ela com outras coisas!!!
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
A primeira vez...
A gente nunca esquece!
Deve ser porque nunca é grande coisa, aí a lembrança fica de crítica póstuma. No melhor estilo "aprendendo com os erros", de forma quase inconsciente. Cabe citar algum exemplo? Primeiro(a): palavra, dia de escola, amor, cigarro, porre, noitada, contravenção, trepada, viagem. Ia dizer que é sempre uma merda, mas já é exagero demais. Realmente, é na grande maioria das vezes, mas não sempre. A única regra: pode não ser péssimo, você pode até se sair bem, mas depois será melhor. A mesma vale para este meu começo insone, capisce?
Deve ser porque nunca é grande coisa, aí a lembrança fica de crítica póstuma. No melhor estilo "aprendendo com os erros", de forma quase inconsciente. Cabe citar algum exemplo? Primeiro(a): palavra, dia de escola, amor, cigarro, porre, noitada, contravenção, trepada, viagem. Ia dizer que é sempre uma merda, mas já é exagero demais. Realmente, é na grande maioria das vezes, mas não sempre. A única regra: pode não ser péssimo, você pode até se sair bem, mas depois será melhor. A mesma vale para este meu começo insone, capisce?
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